“Havia um tempo…” de volta à Ilha do Mel

Com lendas contadas por moradores da Ilha do Mel, o Projeto “Havia um tempo…”, desenvolvido em conjunto com o Ponto de Cultura “Cultura Viva da Ilha do Mel”, teve sua segunda edição realizada entre 8 de abril e 20 de maio de 2015, em Encantadas. O trabalho foi desenvolvido pela professora Janaina Coradin, com os alunos do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Felipe Valentin, junto com atividades da escola.

Dentre os temas, foram trabalhados linguagens da arte e artes cênicas, o desenvolvimento de habilidades relacionadas a leitura e ações de resgate, redação, ilustração e leitura de lendas locais. “O objetivo é estimular o prazer ao realizar estas tarefas e resgatar a identidade por meio da reconstrução da memória local”, explica a professora.

A maior parte das atividades foi realizada fora da sala de aula. Os alunos foram levados a locais históricos da comunidade e, durante o trajeto, perguntaram a moradores e comerciantes os nomes das trilhas e se conheciam algum local ou alguma história interessantes da comunidade. Foi sugerido que registrassem estas conversas em fotografia, vídeo e áudio. “Estimulamos que cada um buscasse pessoas que contassem um pouco da história local, para que todos possam tornar-se ‘guias’, e para que contem a história do surgimento e desenvolvimento da comunidade”, explica Coradin.

Após o passeio, os alunos se reencontraram na escola, contaram para os colegas as experiências que tiveram e mostraram os registros feitos. Ao todo, quatro histórias foram escolhidas para serem recontadas pela turma, dividida em três grupos. Cada grupo produziu um cartaz com textos e ilustrações, e realizou a ‘contação’ das histórias “O Fantasma da Galheta”, “A Lenda das Encantadas”, “Os Sonhos da Vó Ana” e “O Ouro na Pontinha”.

Confira a seguir as fotos e o vídeo de uma das histórias contada por uma senhora nativa da Ilha.

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Professora e alunos falam sobre o Ponto de Cultura da Ilha do Mel

Realizamos algumas entrevistas com pessoas que participaram, direta ou indiretamente, de atividades realizadas pelo Ponto de Cultura da Ilha do Mel de 2013 a 2015. Eles falam sobre as experiências que tiveram com o projeto, contam o que aprenderam, o que puderam divulgar através de produtos culturais, e comentam costumes e características locais.

Esta primeira entrevista foi realizada com a professora e diretora da Escola Municipal Teodoro Valentim, de Encantadas, chamada Claudete Gonçalves Yukawa. Ela fala sobre o Ponto de Cultura da Ilha do Mel, avalia ações do projeto, resultados, e comenta e sobre costumes e a cultura local.

Nesta entrevista, crianças e adolescentes que participaram das oficinas do Ponto de Cultura da Ilha do Mel de 2013 a 2015 contam como foram as experiências que tiveram e o que acharam dos resultados das atividades.

Estreia esta semana espetáculo teatral na Ilha do Mel

Bonecos, cantorias e características de manifestações artísticas tradicionais brasileiras compõem o espetáculo “O Segredo da pérola do Mel”, criado coletivamente por alunos e técnicos do Colégio Felipe Valentim, em Encantadas, na Ilha do Mel. As apresentações acontecem nesta quinta e sexta-feira (4 e 5), no Colégio Felipe Valentim e na praça central de Encantadas, em frente ao trapiche (se não houver chuva).

O trabalho foi desenvolvido de setembro a dezembro, durante a Oficina de Autos Populares Brasileiros, promovida pelo Ponto de Cultura – Cultura Viva da Ilha do Mel e coordenada pelo artista, educador e pesquisador de culturas populares, Itaercio Rocha. “A história é sobre a luta para manter o equilíbrio ecológico, os elementos da cultura local e valores como união e solidariedade”, comenta. Com a coordenação de Rocha, os participantes da oficina — em maioria, crianças e adolescentes — desenvolveram em conjunto a história do espetáculo, as músicas, bonecos e figurinos.

O Ponto de Cultura faz parte do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, que promove cidadania e educação a através de atividades culturais. “Nosso objetivo é estimular a cultura da Ilha do Mel e elevar a autoestima dos participantes. Ensinamos técnicas artísticas, de produção cultural e de comunicação, para divulgarem produtos culturais à comunidade e aos mais de 150 mil visitantes anuais da Ilha”, explica a coordenadora do projeto, Adriana Marques Canha.

O espetáculo “O Segredo da pérola do Mel” e a Oficina de Autos Populares Brasileiros são realizados em parceria com a Nego Chico Produções Artísticas; patrocinados pelas empresas TCP e Martini Meat; recebem apoio da Secretaria Estadual da Educação do Paraná (SEED), Colégio Estadual Felipe Valentim de Encantadas, Secretaria Municipal de Educação e Ensino Integral de Paranaguá (Semedi), Escola Municipal Teodoro Valentim, Associação de Barqueiros do Litoral Norte do Paraná (Abaline), Pousada e Restaurante Orquídeas e Pousada Tia Maria. O projeto é realizado pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais e Fundo Nacional de Cultura – Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC).

SERVIÇO

“O Segredo da pérola do Mel”

Apresentações:

4 de dezembro, quinta-feira, às 19h,

5 de dezembro, sexta-feira, às 10h30 e às 16h30

Local: Colégio Estadual Felipe Valentim/ Escola Municipal Teodoro Valentim

*A última apresentação será na praça em frente ao Trapiche de Encantadas, se não houver chuva.

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Sobre “O Segredo da pérola do Mel”

O espetáculo “O Segredo da pérola do Mel” foi criado coletivamente por alunos e técnicos do Colégio Felipe Valentim, em Encantadas, na Ilha do Mel. Com bonecos, cantorias e características de manifestações artísticas tradicionais brasileiras, foi desenvolvido durante a Oficina de Autos Populares Brasileiros — promovida pelo Ponto de Cultura da Ilha do Mel e coordenada pelo artista, educador e pesquisador de culturas populares Itaercio Rocha, com monitoria de Juliano Agostinho. A história é sobre as batalhas para manter o equilíbrio ecológico e os elementos culturais da comunidade, além de valores como união e solidariedade.

Sinopse

O Peixe Mero é o guardião da pérola do segredo da fartura, que está na gruta do fundo do mar, protegida por um portal de pedras. Lá seus parceiros, como o Tubarão, a Sereia e o Boto, entre tantos outros, estão sempre atentos e vigilantes. Certo dia, quando festejavam, surgiu um dragão faminto que ameaçou destruir tudo se o segredo não lhe fosse revelado.

O Dragão é expulso de lá, mas não se dá por vencido. Com a ajuda do Corrupto e do Cavalo Marinho, rapta o guardião, que é torturado, porém resiste e mantém o segredo. Revoltado, o Dragão atinge o portal de pedras e toda a vida marinha é colocada em risco. A Sereia então convoca os amigos do ar e da terra para resgatarem o Mero. A amizade e a solidariedade são as armas usadas por eles para que a festa possa continuar.

Sobre Itaercio Rocha

Itaercio Rocha tem formação em Estudos Contemporâneos em Dança – UFBA e FAV, graduado em Educação Artística com habilitação em artes cênicas pela FAP – Faculdades de Artes do Paraná. Integrante do Grupo Mundaréu, com quem produziu os CDs “Guarnicê”, “Embala Eu”, “Cortejo Natalino”, “Mundaré” e o DVD “As Aventuras de Uma Viúva Alucinada”. Lançou ainda seu primeiro CD solo e autoral “Chegadim”, o livro e CD “Como É Bom Festa Junina III”, em parceria com Mara Fontoura, e o CD “Cancioneiro Popular”, junto ao Hospital Pequeno Príncipe. Preside a Associação Recreativa e Cultural Amigos do Garibaldis e Sacis (ARCAGS), em Curitiba (PR).

Sobre o Ponto de Cultura – Cultura Viva da Ilha do Mel

O Ponto de Cultura da Ilha do Mel é um projeto que realiza ações para valorizar a cultura caiçara e divulgar produtos criados por moradores da Ilha do Mel. Faz parte de uma rede nacional, do programa Cultura Viva (promovido pelo Ministério da Cultura), que tem objetivo de divulgar a cultura popular brasileira e garantir a sua diversidade.

Tem como focos a valorização da identidade local, a potencialização das expressões culturais, com a formação de agentes multiplicadores, e a difusão dessas ações. O projeto é realizado através do Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais. Mais informações: culturailhadomel.wordpress.com

Cultura Viva da Ilha do Mel no desafio da GlobalGiving

Fomos selecionados para participar de um desafio oferecido pela GlobalGiving — organização não governamental norte-americana, que administra uma plataforma internacional online de captação de recursos (crowdfunding). Através dela, temos como meta captar o valor de 5 mil dólares (12 mil reais) em doações até o final do mês de setembro, vindos de no mínimo 40 doadores diferentes.

Precisamos da sua ajuda com doações e também com a divulgação deste desafio. As doações são a partir de 25 dólares e todo o processo é realizado online. Para acessar a plataforma e doar, clique aqui.

*As informações no site estão em inglês, mas aqui no blog, a seguir, está a versão em português.

Sobre o projeto:

O Projeto Cultura Viva da Ilha do Mel promove, desde 2008, o desenvolvimento da educação, arte, cultura e cidadania em comunidades tradicionais de pescadores na Ilha do Mel, litoral do Paraná, principalmente para crianças e adolescentes.

A Ilha tem em seu território duas Unidades de Conservação de Proteção Integral. Por isso, apenas 7% de sua área pode receber visitas e é habitada por cerca de mil pessoas. Mais de 10% desta população é de crianças e adolescentes, prejudicadas pelo acesso limitado à educação e a atividades culturais, principalmente que valorizem suas raízes.

Soma-se a essa situação o turismo desordenado e sazonal, de cerca de 150 mil visitantes ao ano, que tem como consequências a falta de ofertas contínuas de trabalho e a perda gradual de identidade e auto-estima, devido ao confronto com a cultura de massa.

Ações – Desde 2008 realizamos oficinas de arte e educomunicação, relacionadas a mídias (jornal, rádio, internet), fotografia, teatro e audiovisuais. Os jovens aprendem a produzir informações e produtos culturais de maneira mais crítica e democrática, para que sejam multiplicadores desses processos no futuro.

Diretamente, cerca de 100 crianças e adolescentes e, indiretamente, as comunidades e visitantes da Ilha do Mel são beneficiados com as oficinas, seus produtos culturais e as informações que passam a circular na região.

Essas oportunidades de formação ampliam o senso crítico dos jovens que, ao dominarem estas ferramentas, se expressam melhor e se reconhecem. Percebem seus problemas, participam das soluções e decidem com mais cautela o que querem para si e para o local em que vivem.

Além disso, o desenvolvimento artístico oportuniza o investimento criativo, tanto nas relações interpessoais como nos empreendimentos que visam retorno financeiro e, consequentemente, o desenvolvimento sustentável.

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Vamos animar, Ilha do Mel?

O Ponto de Cultura – Cultura Viva da Ilha do Mel vai realizar uma oficina de animação na Ilha, que começa no dia 30 de agosto. Será em parceria com a Usina Audiovisual, uma produtora que é demais!

Em breve, daremos mais informações. Mas nesse vídeo já dá pra ter uma ideia do que estamos preparando pra vocês 🙂

Fandango Caiçara vai receber certificado de Patrimônio Cultural

A expressão musical, Fandango Caiçara, vai receber o certificado de Patrimônio Cultural durante a 5° Festa do Fandango Caiçara de Paranaguá, que vai acontecer entre os dias 15 e 17 de agosto. O evento é uma realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá (FUMCUL).
Durante os três dias de evento, os participantes vão poder participar da entrega do certificado, de mesas-redondas e da formação do Grupo de Trabalho para a Salvaguarda do Fandango e Comitê Gestor do Fandango. O encontro também vai mostrar Roda de Viola, Causos, Feira de Artesanato e Gastronomia Caiçara.

Programação

15/08 – 20h – Entrega do Certificado de Registro de Bem de Natureza Imaterial do Fandango Caiçara aos Mestres Fandangueiros.
Local: Câmara Municipal de Paranaguá. Rua João Estevão, 361. Centro Histórico.

• 16/08 – 09h30 – Mesa Redonda “Desafios e Perspectivas para a Salvaguarda do Fandango” (Fundação Municipal de Cultura – FUMCUL -, IPHAN, IFPR, UFPR, grupos de fandango de Paranaguá: Ilha dos Valadares, Pés de Ouro, Mandicuera, Mestre Romão)
10h30 – Conferência “A Importância do Fandango para a Sustentabilidade do Território Cultural Caiçara” (Prof. Antonio Carlos Diegues – NUPAUB/USP)
14h – Formação do Grupo de Trabalho para a salvaguarda do Fandango e Comitê Gestor do Fandango.
Local: Casa Cecy. Rua XV de Novembro, 499. Centro Histórico.
20h – Baile de Fandango com os grupos: Ilha dos Valadares – Mestre Brasílio, Pés de Ouro – Mestre Nemésio, Mandicuera – Mestre Aorélio, Mestre Romão.
Local: Mercado do Café. Haverá feira de artesanato e gastronomia no entorno do Mercado.

• 17/08 – 15h – Café com banana e fandango + Roda de Viola com os Mestres + Causos com Rogério Soares e Pilda Costa + Feira de Artesanato e Gastronomia Caiçara no entorno do Mercado.

Fandango Caiçara
O Fandango Caiçara é uma expressão musical-coreográfica-poética e festiva, cuja área de ocorrência abrange o litoral sul do estado de São Paulo e o litoral norte do estado do Paraná. Essa forma de expressão possui uma estrutura bastante complexa e se define em um conjunto de práticas que abrange o trabalho, o divertimento, a religiosidade, a música e a dança, prestígios e rivalidades, saberes e fazeres.
O Fandango Caiçara se classifica em batido e bailado ou valsado, cujas diferenças se definem pelos instrumentos utilizados, pela estrutura musical, pelos versos e toques. Nos bailes, como são conhecidos os encontros onde há Fandango, se estabelecem redes de trocas e diálogos entre gerações, intercâmbio de instrumentos, afinações, modas e passos viabilizando a manutenção da memória e da prática das diferentes músicas e danças.
O Fandango Caiçara é uma forma de expressão profundamente enraizada no cotidiano das comunidades caiçaras, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões sociais.

Mais informações:
Casa Cecy
Rua XV de Novembro, 499. Centro Histórico. Paranaguá – PR.
Fone: (41) 3420-2933
e-mail: fumcul@fumcul.com.br

Com informações da Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá (Fumcul) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

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